EPC na prática: como a especificação correta de cabos, conectores e esteiras porta cabos impacta o sucesso do projeto
Rebeca Tarragô | 27th janeiro 2026

Em grandes projetos industriais, especialmente nos setores de óleo & gás, energia, mineração, siderurgia e infraestrutura, o modelo EPC (Engineering, Procurement and Construction) é amplamente utilizado para garantir prazos, custos e desempenho operacional.
Nesse contexto, decisões tomadas ainda na fase de engenharia têm impacto direto não apenas na execução da obra, mas também na confiabilidade e no custo total de operação ao longo da vida útil da planta.
Entre essas decisões, a especificação correta de sistemas elétricos para aplicações dinâmicas é frequentemente subestimada, e é justamente aí que surgem falhas recorrentes, paradas não planejadas e custos ocultos de manutenção.
O desafio oculto dos projetos EPC: sistemas elétricos em movimento contínuo

Projetos EPC costumam envolver equipamentos de grande porte, estruturas complexas e ambientes severos. No entanto, muitos problemas operacionais não estão ligados a grandes máquinas, mas a componentes aparentemente simples, como:
- cabos elétricos submetidos à flexão contínua
- sistemas expostos a torção, vibração e longos cursos
- ambientes com óleo, poeira, abrasão, umidade ou salinidade
- instalações com acesso limitado para manutenção
Quando esses componentes são especificados como se fossem aplicações estáticas, o resultado é previsível: falhas prematuras, substituições frequentes e paradas não planejadas.
Cabos elétricos especiais: quando “cabo comum” não atende ao projeto

Cabos utilizados em aplicações dinâmicas precisam ser projetados especificamente para movimento contínuo. Isso envolve critérios técnicos que vão muito além da seção do condutor ou da tensão elétrica, como:
- raio mínimo de curvatura
- resistência à flexão contínua
- comportamento sob torção
- resistência química e ambiental
- vida útil estimada em ciclos de movimento
Em projetos EPC, a definição correta desses parâmetros ainda na fase de engenharia evita revisões de projeto, retrabalho em campo e custos adicionais durante a obra ou na operação.
Conectores industriais: padronização, confiabilidade e redução de erro
Outro ponto crítico, muitas vezes negligenciado, é a escolha dos conectores industriais.
Mesmo um cabo corretamente especificado pode ter seu desempenho comprometido se o conector não for adequado à aplicação.

Em projetos EPC, conectores padronizados e corretamente selecionados contribuem para:
- redução de erros de montagem
- maior repetibilidade entre projetos
- menor tempo de instalação
- facilidade de manutenção futura
- documentação técnica clara e rastreável
A padronização é especialmente relevante em projetos de grande escala, nos quais múltiplos fornecedores e equipes estão envolvidos.
Esteiras porta cabos: mais do que organização, um sistema de proteção
Em aplicações com movimento, a esteira porta cabos não deve ser vista como um acessório, mas como parte integrante do sistema elétrico.

Ela é responsável por:
- garantir o raio de curvatura correto dos cabos
- proteger contra esforços mecânicos
- evitar torções indesejadas
- organizar cabos e mangueiras
- aumentar significativamente a vida útil do conjunto
Projetos EPC bem-sucedidos não especificam componentes isolados, mas sistemas completos, nos quais cabos, conectores e esteiras são projetados para funcionar em conjunto.
A igus como parceira técnica em projetos EPC
A igus não atua como EPC, mas desempenha um papel estratégico dentro da fase de engenharia dos projetos EPC, apoiando engenharias, integradores e clientes finais na correta especificação de sistemas para movimento contínuo.

Esse suporte vai além do fornecimento de componentes individuais e inclui:
- análise técnica da aplicação
- definição de cabos, conectores e esteiras adequados
- fornecimento de sistemas completos prontos para instalação
- documentação técnica clara e padronizada
- foco em confiabilidade e custo total de propriedade (TCO)
Além disso, a igus oferece suporte em campo, podendo atuar com instalação, supervisão técnica ou acompanhamento da montagem, garantindo que o sistema seja implementado conforme projetado… reduzindo riscos, retrabalho e falhas durante o comissionamento.
Do projeto à operação: reduzir riscos desde a engenharia
Ao apoiar EPCs e engenharias desde as fases iniciais do projeto, a igus contribui para:
- redução de riscos técnicos
- maior previsibilidade de custos
- aumento da disponibilidade operacional
- menor necessidade de manutenção corretiva
- maior confiabilidade ao longo da vida útil da planta
Esse modelo de atuação fortalece a relação entre EPC, cliente final e fornecedor tecnológico, criando projetos mais robustos, seguros e sustentáveis.

Conclusão: especificar corretamente é uma decisão estratégica
Em projetos EPC, o sucesso não está apenas na entrega da obra, mas no desempenho do sistema ao longo dos anos.
A especificação correta de cabos elétricos especiais, conectores e esteiras porta cabos é uma decisão estratégica, que impacta diretamente segurança, confiabilidade e custos operacionais.
Ao atuar como parceira técnica especializada e fornecer sistemas completos com suporte à implementação, a igus ajuda a transformar decisões de engenharia em projetos mais eficientes, confiáveis e preparados para operação contínua.
