Engenharia, sustentabilidade e pessoas em Jaraguá do Sul – igus Blog Brasil

Engenharia, sustentabilidade e pessoas em Jaraguá do Sul

Mahyara Santos | 7th abril 2026

Depois de vários dias na estrada cruzando Santa Catarina, a igus:bike World Tour chegou a Jaraguá do Sul, uma cidade amplamente conhecida por sua forte cultura industrial e mentalidade voltada à engenharia.

De muitas maneiras, Jaraguá representa a essência da indústria do sul do Brasil… um lugar onde manufatura, tecnologia e engenharia evoluem lado a lado.

Mas antes de seguir para a próxima visita a cliente, a manhã começou em um ritmo mais tranquilo.

Uma manhã no Parque Malwee

A equipe começou o dia no Parque Malwee, um dos espaços verdes mais emblemáticos da região.

Cercado por lagos, pontes de madeira e trilhas para caminhada, o parque ofereceu um breve momento de pausa antes de mais um dia dedicado à indústria e à inovação.

Um dos aspectos mais interessantes do tour é justamente esse contraste — no mesmo dia transitamos entre natureza, cidades e chão de fábrica, observando como tecnologia e meio ambiente coexistem em diferentes partes do Brasil.

Com a igus:bike pronta novamente, o próximo destino ficava a apenas alguns quilômetros dali.

Visitando a Indumak

O destino foi a Indumak, uma empresa brasileira com mais de 60 anos de história, reconhecida por sua expertise no desenvolvimento de máquinas verticais de empacotamento e soluções para o final de linha.

Atuando no final da linha de produção, a empresa desenvolve tecnologias que preparam produtos já fabricados para transporte e distribuição, por meio de soluções de empacotamento, enfardamento, encaixotamento, ensaque e paletização.

Em outras palavras, é nesse momento que a produção encontra a logística.

Dentro da fábrica, as conversas rapidamente caminharam para um tema que tem aparecido diversas vezes ao longo da jornada da igus:bike:

Como a engenharia pode tornar a produção ao mesmo tempo mais eficiente e mais sustentável?

Para a Indumak, inovação está profundamente conectada à previsibilidade e à eficiência das linhas de produção.

O objetivo parece simples … mas exige engenharia avançada para se tornar realidade:

Produzir melhor, com o mínimo de desperdício e máxima previsibilidade.

No setor de empacotamento, pequenas melhorias podem gerar impactos enormes. Máquinas operam em alta velocidade, produzindo milhares de embalagens por hora, o que significa que ganhos aparentemente pequenos em estabilidade rapidamente se transformam em ganhos significativos de produtividade.

Um dos conceitos frequentemente destacados pela equipe é o desafio de produzir mais em menos espaço, desenvolvendo máquinas compactas e eficientes capazes de aumentar a capacidade produtiva sem aumentar a complexidade da linha.

Confiabilidade na engenharia de empacotamento

Durante a visita, também foi discutida a importância da confiabilidade nos processos de embalagem.

Em uma máquina vertical de empacotamento, o mesmo conjunto de selagem realiza simultaneamente o fechamento do topo de uma embalagem e a formação do fundo da próxima.

Se esse processo não estiver perfeitamente sincronizado — ou se os componentes não tiverem a durabilidade adequada — a solda pode falhar, fazendo com que a embalagem se abra posteriormente, às vezes até no ponto de venda.

Por isso, precisão de engenharia, durabilidade dos componentes e previsibilidade de movimento são fatores essenciais para garantir qualidade do produto e reduzir desperdícios ao longo da produção.

Um setor de empacotamento mais conectado

Outro ponto importante da conversa foi a crescente presença de tecnologias de Indústria 4.0 nos equipamentos de embalagem.

Máquinas modernas já são capazes de coletar dados operacionais ao longo da produção, permitindo que as empresas monitorem desempenho, identifiquem ineficiências e promovam melhorias contínuas.

Com maior visibilidade sobre o processo produtivo, torna-se possível tornar as linhas de empacotamento mais previsíveis, confiáveis e eficientes.

Sustentabilidade dentro do processo de embalagem

A sustentabilidade também foi um tema central da conversa com o time da Indumak.

O setor de embalagens está passando por uma transformação importante nos materiais utilizados nos filmes de embalagem.

Uma tendência crescente é o uso de filmes de monomaterial, que facilitam os processos de reciclagem e ajudam a reduzir o impacto ambiental das embalagens.

Ao mesmo tempo, materiais como plásticos PCR — Post-Consumer Recycled — vêm ganhando espaço em processos de embalagem secundária, como enfardamento e agrupamento de produtos.

Essas mudanças exigem constante adaptação no desenvolvimento das máquinas, garantindo que os equipamentos sejam capazes de processar novos materiais mantendo velocidade, qualidade e estabilidade do processo.

Uma visita que também conectou pessoas

Além das discussões técnicas, um dos momentos mais especiais da visita foi a interação com o próprio time da Indumak.

Para celebrar a passagem da igus:bike, a empresa organizou uma ativação especial com seus colaboradores.

A manhã começou com um café da manhã coletivo, reunindo pessoas de diferentes áreas da empresa para conversar sobre engenharia, sustentabilidade e o propósito do tour.

Também foi realizada uma pequena in-house exhibition, onde soluções da igus foram apresentadas dentro da própria empresa.

Mas talvez o momento mais divertido tenha acontecido durante a ginástica laboral. De forma criativa, alguns exercícios foram inspirados no movimento do ciclismo — simulando a pedalada e trazendo o espírito da igus:bike diretamente para a rotina dos colaboradores.

Momentos como esses reforçam uma das principais ideias por trás dessa jornada:

A tecnologia move a indústria … mas são as pessoas que realmente impulsionam a inovação.

🌎 Mais do que indústria

Dos caminhos tranquilos entre lagos e árvores
às linhas de produção que operam em alta velocidade.
Da pausa no parque ao ritmo preciso das máquinas.

A igus:bike não percorreu apenas Jaraguá do Sul.
Conectou essências.

Engenharia e sustentabilidade.
Eficiência e previsibilidade.
Tecnologia e pessoas.

Entre dados, processos e decisões em milissegundos,
e momentos simples de troca e conexão,
a jornada mostra que inovação não acontece sozinha.

Ela é construída todos os dias.

Seguimos em frente — movidos por quem faz tudo acontecer

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